quarta-feira, 24 de setembro de 2014


Carta dos Professores da EEB CARLOS CHAGAS para os alunos...Não queremos mais do que podem nos dar...Queremos apenas que juntos sejamos felizes!

Caros alunos,
        A escola está sempre de portas abertas à espera de vocês. As salas, na medida do possível, arrumadas e os professores a postos. Os horários de entrada e saídas respeitados, a hora do lanche tudo ok. As atividades de passeio, visitas e integração sempre recebem apoio de todos os profissionais  para promover um bom convívio a todos nós.
      E no que diz respeito aos anseios dos professores? Como chegarmos a um acordo? Qual a melhor maneira de conseguirmos atingir nossos objetivos individual e coletivamente?
    Demonstramos nossa preocupação em “dar conta” dos conteúdos estabelecidos para cada série, mas às vezes, somos impossibilitados por motivos alheios a nossa vontade e isso nos deixa chateado. Sabemos que o mercado de trabalho é hoje altamente seletivo, privilegiando os que, de fato, estão mais bem preparados para desempenhar nele um papel produtivo. Só os mais habilitados serão capazes de triunfar num mundo laboral cada vez mais exigente.
      A preparação eficaz e cidadã dos alunos é nossa razão de ser. Mas atingir uma meta tem que ser também um objetivo dos alunos. Não trabalhamos sozinhos. Somos orientadores atentos aos ritmos e necessidades de cada um, mas queremos que sejam capazes de aproveitar os recursos postos à sua disposição para desenvolver as suas capacidades intelectuais e profissionais, entendendo os Professores e o seu trabalho, assim como os seus colegas. Seja mais humano, cultive respeito, amizade, solidariedade e entenda o próximo e seu momento. Não seja irônico, sê humilde, já que não somos o centro do universo e dependemos uns dos outros.
    Busque ser melhor nesse mundo globalizado em que vivemos.  Essa deve ser sua meta. Voe alto, queira vencer! O Sucesso no Futuro começa aqui e agora e, sobretudo, o Futuro de cada um de vocês num mundo melhor está em suas mãos.
Produção do Professores do Curso SISMEDIO/2014
EEB CARLOS CHAGAS
24/09/2014

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Uma reflexão coerente!!!!

Educação no Brasil: a família não acompanha a escola ou a escola não acompanha a família?

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Culpar a mãe virou moda desde Freud. Tudo que não conseguimos fazer direito, em especial nossos defeitos incorrigíveis, jogamos nas costas daqueles que nos deram a existência. Mas e quando o professor culpa os pais pela irresponsabilidade do filho na lição de casa? Será que ele tem razão? Dando uma rápida olhada nas últimas estatísticas educacionais, poderíamos nos deparar com isto:
"O contexto familiar responde por 70% do desempenho escolar, cabendo à escola 30%. A conclusão é de um estudo da Fundação Itaú Social. Renda familiar, escolaridade dos pais e moradia estão entre os fatores determinantes do rendimento do aluno." Estado de SP
Como você interpretaria estes números? A escola não ajuda na escolaridade? A família é que é culpada pelo fracasso ou sucesso escolar das crianças? É o que parece... na superfície. Lembro quando José Pacheco disse, em reunião de pais na Amorim Lima, que culpar a família pela lição de casa era como culpar o professor pela alimentação do aluno. Não faz o menor sentido.
Mas e os números acima? Como interpretá-los de outra maneira? Coloco abaixo um dos raros momentos em que vejo uma estatística sobre educação ser analisada com profundidade na grande mídia.

Quem não fez a lição?

José de Souza Martins
O Estado de S.Paulo 1/11/2008
http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup270856,0.htm
SÃO PAULO-Promovida pela Fundação Itaú Social, uma revisão da literatura sobre o desempenho escolar no Brasil constatou que 70% do desempenho de um estudante depende da família e só 30% da escola. Esses 70% tanto se referem a desempenho positivo quanto a desempenho negativo. Segundo uma especialista do MEC, são fatores principais do desempenho do aluno o nível de escolaridade do pai e da mãe, a renda familiar, o tipo de moradia e o acesso aos bens culturais. O aluno já chega à escola com vantagem ou desvantagem desde o início do ensino fundamental se sua família for ou não feliz beneficiária de índices econômicos, sociais, educacionais e culturais que correspondam às conveniências de uma educação que está muito longe do país que quer educar. O que quer dizer que imensa proporção das famílias brasileiras não está preparada para satisfazer os pré-requisitos da escola. Ora, se a escola existe justamente para suprir carências educativas e culturais, que escola é essa que reclama da família dos alunos, quando seria o caso de as famílias reclamarem da escola que está muito aquém dos requisitos e carências de uma sociedade de transição, bloqueada pelo atraso e pela pobreza?
Esse quadro deveria nos encher de preocupações quanto à persistência histórica de graves defeitos na educação brasileira e quanto à ideologia que, insistentemente, a preside. Neste país a educação foi implantada como recurso de catequização não só dos imaturos, mas também, por seu intermédio, dos nativos, seus próprios pais. Uma educação para demolir a cultura nativa e destruir os fundamentos das sociedades primitivas que os portugueses aqui encontraram na descoberta do território. Parece que até hoje não nos libertamos desse pressuposto. O advento posterior do ensino fundamental público, gratuito e sobretudo laico, apesar de seus propósitos republicanos, não superou a concepção da educação como instrumento de guerra civilizadora, que fora inicialmente da Igreja e passava a ser agora do Estado, contra a barbárie. Ou seja, contra os grupos sociais de pertencimento dos comuns e neles, particularmente, a família, para submetê-los aos valores da ordem e aos propósitos do Estado. É verdade que durante largo tempo não existiram propriamente alternativas para o que se pode chamar de invenção do Brasil e criação do que viria a ser a sociedade brasileira. Os religiosos, especialmente os jesuítas, discrepando da ideologia predatória da coroa portuguesa, tentaram inventar uma sociedade tropical, com língua própria, nutrida pelos valores sisudos da Contra-Reforma, mas também os do teatro, da poesia e da música. O Estado, no entanto, os enquadraria no devido tempo.
Laicizada, nossa escola se manteve atrelada aos pressupostos da guerra cultural e pedagógica contra as famílias atrasadas, supostos redutos da ignorância, redutos de uma cultura rústica e pré-moderna que perturbaria a inclusão das novas gerações no mundo presumivelmente mais desenvolvido da razão, da ciência e da tecnologia.
O quadro diante do qual a notícia dessa revisão da literatura sobre desempenho escolar nos coloca é o de que família boa é a que não perturba os propósitos da escola e a que antecipa a disposição para aderir a uma educação que pressupõe o conflito cultural com as famílias que as circunstâncias sociais e históricas condenaram à demora nos limites do rústico e tradicional. Ou então às insuficiências de meios de compreensão desse estranhíssimo mundo da pós-modernidade em nome do qual a escola geralmente atua.
Ora, uma educação pensada nesses termos é uma educação que aprofunda o conflito de gerações e difunde estados de anomia, ao tornar secundários valores de referência da tradição familiar. Uma escola obsessivamente voltada para sua própria razão e no geral incapaz de dialogar com as famílias que o desenvolvimento desigual da sociedade e da economia brasileiras deixou confinadas no atraso e nas decorrentes insuficiências econômicas, sociais e culturais. Em boa parte, se a escola brasileira tem clareza quanto a suas funções como agência de educação das novas gerações, tem também imensas dificuldades para compreender sua inevitável função como simultânea agência de ressocialização de crianças e jovens cuja inserção familiar os obriga a viver em tempos sociais descompassados e conflitantes. Se as famílias, cuja organização e cuja cultura as distancia dos requisitos da escola na prévia preparação de seus filhos, estão enviando à escola crianças e adolescentes distantes dos requisitos culturais pela escola definidos, por outro lado a escola se fechou como agência de socialização e nesse sentido também ela está significativamente atrasada em relação ao que é um direito da família.
O atraso que essa concepção de escola teme e combate não é a ignorância suposta pelos letrados, mas é antes e sobretudo o rico patrimônio cultural que permanece quase intacto como floresta que por milagre escapou da sanha do devastador. As bondades de famílias positivamente orientadas para os valores da escola e da escolarização são, na verdade, as bondades da própria escola. Nesse sentido, o que as indicações preliminares desse levantamento nos dão é que o problema do desempenho escolar não é o da família em descompasso com a escola, mas a escola em descompasso com a família. A escola brasileira sempre teve dificuldade para abrir uma positiva via de diálogo e troca de conhecimentos com as famílias de seus alunos, aquelas cujas referências sociais são as dos costumes, da tradição e do vivido. O que os arraigados preconceitos sociais de amplos setores da sociedade brasileira reduzem ao injusto e descabido rótulo de "ignorância". Quando, na verdade, na rica diversidade brasileira, são eles um capital cultural, referência possível para uma renovação socialmente enraizada da educação brasileira que poderia nos libertar das dificuldades que resultam na transformação da escola num corpo estranho em uma sociedade que é bem diversa do que a escola supõe.

*José de Souza Martins é professor titular de sociologia da Faculdade de Filosofia da USP e autor, entre outros títulos, de A Aparição do Demônio na Fábrica (Editora 34)
http://rizomas.net/educacao/por-que-educar/155-educacao-no-brasil-a-familia-nao-acompanha-a-escola-ou-a-escola-nao-acompanha-a-familia.html

O que é inteligência???


altInteligência é uma coisa que todos querem, mas ninguém sabe direito como conseguir. Talvez porque seja difícil mesmo. Talvez porque as pessoas estejam procurando coisas diferentes, visto que há muitos significados para esta palavra.

Então o governador diz "vamos promover a inteligência das crianças", o diretor concorda, o professor grita "estou tentando estimular a inteligência dos alunos" os alunos criam espectativas "vamos ficar mais inteligentes", e no final dá a maior confusão.
Será que somos tão incompetentes assim? Ou estamos buscando objetivos diferentes que sejam representados pela mesma palavra? Afinal, o que é inteligência?


Vejamos a opinião de meus alunos (1a série do Ensino Médio), em trechos selecionados.
*
- inteligência é uma facilidade de entender e absorver informações de diferentes fontes
- o inteligente é quem erra e aprende com seus erros, diferentemente do sábio, que é experiente.
- Ser inteligente é saber lidar com as situações e não ser superdotado em alguma coisa
- inteligência é a capacidade de absorver o conhecimento
- inteligência é a capacidade de aplicar o conhecimento
- inteligência é “o conhecimento”
- inteligência é também saber estudar as informações
- inteligência é saber expressar o conhecimento e receber críticas
- inteligência não está apenas relacionada ao aprendizado, é algo que qualquer ser, por mais ínfima que seja a sua, utiliza para sobreviver.
- Inteligência é diferente de ter conhecimento. A pessoa pode ter a informação mas não ter inteligência o suficiente para entende-la
- é a capacidade de organizar idéias próprias e expressá-las de maneira compreensiva
- é a capacidade que você tem de elaborar soluções
- é saber se virar em dificuldades
- não basta se virar, a pessoa é inteligente quando consegue entender as coisas que precisa entender, formar sua opinião para então viver do modo que ela pense que é ideal
- saber estudar, e manter consigo mesmo equilíbrio, é inteligência.
- grande parte do que chamamos inteligência é condicionamento
- a inteligência é adquirida ao longo da vida, com conhecimento e esforço, o que acontece é que algumas pessoas tem mais facilidade do que outras
- a pessoa nasce com a inteligência, mas é só com o passar do tempo que a pessoa adquire inteligência o suficiente para fazer a sua vida
http://rizomas.net/filosofia/principios-filosoficos/198-o-que-e-inteligencia-segundo-os-alunos.html

Vitor Henrique Paro - entrevista Vale a pena dar um olhadinha...e comentar!!!!!

sábado, 6 de setembro de 2014

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
O CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO, SEUS SUJEITOS E O DESAFIO DA FORMAÇÃO HUMANA INTEGRAL
4. A integração curricular a partir das dimensões do trabalho, da ciência, tecnologia e cultura na prática  escolar
“O currículo é, em outras palavras, o coração da escola (...). Daí nossa obrigação, como profissionais da educação, de participar crítica e criativamente na elaboração de currículos mais atraentes, mais democráticos, mais fecundos.” ( Moreira; Candau, 2007)
4.1. O currículo do ensino médio e as dimensões do trabalho, da cultura, da ciência e da tecnologia
Questionamentos: 1) Como sair do mundo das ideias e alcançar a transformação do cotidiano da escola? 2) Como fica a organização curricular ao conferir estas dimensões constitutivas da prática social ( trabalho, ciência, tecnologia e cultura) que devem organizar o ensino médio? 3) Como as DCNEM do ensino médio podem ser apropriadas e serem capazes de mobilizar uma mudança curricular nas escolas de ensino médio?
            São muitas as perguntas, mas o ponto de partida é que qualquer mudança curricular relevante deva começar da realidade e da construção coletiva dos educadores da instituição escolar no sentido de desenvolver atividades relacionadas às dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura, visando atender às necessidades e características sociais, culturais, econômicas e intelectuais dos estudantes. Desta forma, é possível pensar uma organização curricular feita inicialmente por disciplinas e áreas do conhecimento ( recorte do real para aprofundar conceitos)  alternadas com atividades integradoras ( imersão no real ou sua simulação para compreender a relação parte-totalidade por meio de atividades interdisciplinares). É um grande desafio a ser construído processualmente objetivando práticas curriculares e pedagógicas que levem à formação integral do educando e possibilitem construções intelectuais elevadas, mediante a apropriação de conceitos necessários à intervenção consciente da realidade.
Em suma, uma proposta de ensino médio nesta perspectiva visa fomentar, estimular e gerar condições para que os sistemas e as instituições de ensino, com seus sujeitos, formulem seus projetos em coerência com as suas necessidades e para a consecução de finalidades universais postas para esta etapa da educação.
4.2. Caminhos possíveis na construção de uma perspectiva curricular integrada
Entende-se como urgente e necessário avançar para um currículo plural e inclusivo que abra espaço para que diferentes etnias, gêneros, faixas etárias e necessidades de aprendizagem, além de outras categorias da diversidade sejam efetivamente contempladas.  Nesse sentido, um caminho que possa favorecer algumas articulações é o seguinte: 1) Seleção de conceitos fundamentais por área de conhecimento ( sugere-se um mapa conceitual); 2) Identificação de conceitos comuns ( inter/intra-áreas do conhecimento). Juntar mapas disciplinares e a partir daí fazer um grande mapa curricular; 3) Proposta de contextos  problematizadores que mobilizem os conceitos. Articular com vida cidadãomundo do trabalho. 4) No caso dos conceitos comuns, viabilizar atividades/projetos interdisciplinares a partir desses contextos.

GRUPO 4 CISMÉDIO)  – Maria Marlena Ko Freitag e Sonia Mara Viero

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Em breve um aluno nos escreve sobre suas angustias...O que espera da escola e de seus professores...Aguardem!

ENCONTRO 03/09




Precisamos sempre um bom chimarrão e um lanchinho... Afinal muitos de nós temos mais uma jornada de trabalho no período da noite!Valeu!!!